Padre Márlon Múcio retorna à sedação e permanece internado em hospital do interior de São Paulo
Por meio de um comunicado, a equipe solicitou orações pela recuperação do padre; em dezembro, ele já tinha passado por uma internação em UTI.
- Categoria: Geral
- Publicação: 06/03/2026 14:09
- Autor: Ricardo Felício
O padre Márlon Múcio, morador de Taubaté, no interior de São Paulo, está internado e sedado em um hospital em São José dos Campos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (4) pela equipe do religioso por meio das redes sociais.
Conhecido por sua luta contra doenças raras, o padre convive com a Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), uma condição que afeta o sistema nervoso. A doença pode causar perda de audição, dificuldades respiratórias e fraqueza muscular.
Márlon recebeu o diagnóstico aos 45 anos, embora os primeiros sintomas tenham surgido ainda na infância, quando perdeu a audição aos 7 anos de idade.
Devido à doença, o religioso segue uma rotina intensa de tratamento e precisa tomar cerca de 315 comprimidos por dia. Desde 2010, ele também utiliza um respirador de forma contínua para auxiliar na respiração.
Nos últimos anos, o padre passou por diversas internações hospitalares. Apenas em 2025, segundo relato feito por ele nas redes sociais, foram 21 atendimentos e internações, sendo oito delas em unidades de terapia intensiva (UTI).
No final de dezembro, Márlon voltou a ser internado após sentir fortes dores, com suspeita de infarto. Na ocasião, os médicos investigavam se os sintomas estavam relacionados à doença rara ou a um possível problema cardíaco.
A equipe do padre pediu orações pela recuperação dele e convocou os fiéis para uma corrente de oração. Em comunicado, destacou que “a oração move o Céu”.
Além da atuação religiosa, Márlon Múcio também ganhou reconhecimento nacional pela defesa das pessoas com doenças raras. Ele é fundador da Comunidade Missão Sede Santos e criou, em Taubaté, um hospital voltado ao atendimento de pacientes com esse tipo de condição.
O padre também é autor de 45 livros, reúne cerca de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais e teve sua história retratada no filme “Milagre Vivo”, que mostra sua luta contra a doença.
De acordo com o Ministério da Saúde, uma doença é considerada rara quando atinge menos de uma pessoa a cada 2 mil habitantes. No Brasil, estima-se que cerca de 13 milhões de pessoas convivam com algum tipo de doença rara.